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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Abandonar os antitranspirantes. Só a suspeita basta?

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Está bem. Mais um post falando sobre a possível nocividade dos desodorantes e antitranspirantes...
Então por que continuar escrevendo sobre isso? Respondo: porque não são as respostas que geram mudanças, são as perguntas! Enquanto permanecermos questionando, as pesquisas sobre a potencial nocividade desses produtos prosseguirão. 
Registro que a intenção deste post não é publicar um estudo científico sobre a composição dos desodorantes e antitranspirantes, mas apresentar a visão de uma consumidora que está revoltada com a forma como a indústria tem se descuidado com a saúde dos consumidores.
Então, aí vai a pergunta: Para que a indústria deixe de usar componentes potencialmente nocivos para a saúde, só a suspeita é o bastante? Você já sabe que a resposta é NÃO! Para que a indústria mude, tem que haver um retorno financeiro ou uma ameaça de prejuízo.



Você já leu o rótulo do seu desodorante ou antitranspirante? Experimente fazer isso e se assuste! A quantidade de produtos químicos que você está deliberadamente jogando no seu corpo é assombrosa. Além disso, não se esqueça, sua pele absorve esses produtos.



Pois bem, só para começar, é possível encontrar parabenos, triclosan e alumínio nos desodorantes e antitranspirantes.
Os parabenos são conservantes químicos (Metil, Propil, Butil e Etilparabeno) também encontrados em shampoos, sabonetes, cremes, dentre outros produtos de beleza e higiene pessoal e tem o seu uso aprovado pelas autoridades sanitárias, sendo classificadas como seguras e de baixa toxidade. Oi? Como assim, é só um pouquinho tóxico? Se é pouco, então pode? Que tal apresentar como alternativa um produto 0% tóxico?
Ora, falamos de um produto (desodorante/antitranspirante) usado diariamente, muitas vezes com mais de uma aplicação diária, sendo possível, desta forma, que os parabenos acabem por se acumular no nosso organismo.
Cito, apenas como exemplo, um estudo apresentado pela Universidade de Reading (Edimburgo, Escócia) no ano de 2004, onde foi verificado que 90% das amostras de pele analisadas de pacientes com câncer de mama continham parabenos.
Ainda que se conteste esse estudo, sob a alegação de que não há provas de que os parabenos são cancerígenos e que a presença dos parabenos nas amostras estaria associada ao uso dos desodorantes ou antitranspirantes, o que este estudo efetivamente comprova é que nossa pela absorve os parabenos e que estes se acumulam no nosso organismo.
Além disso, os parabenos também podem causar irritação e alergias de pele, bem como o envelhecimento precoce da pele.
Resumindo, os parabenos tem baixa toxidade, podem causar irritação, alergia e envelhecimento da pele e como não está comprovado ser cancerígeno, há apenas uma suspeita, então pode ser usado pelos consumidores.
Bom, eu não quero usar um componente químico potencialmente nocivo a minha saúde!
Mas vamos prosseguir.
Os desodorantes e antitranspirantes também podem conter em sua composição o Triclosan, que é um agente anti-séptico que atua contra bactérias, fungos e bolores e também é usado em cremes dentais e sabonetes.
Este componente é polêmico e tem gerado pesquisas que tem sugerido que o Triclosan pode interferir na função da tireóide, prejudicar a contração muscular e contribuir para a formação de tumores no fígado, considerando-se a exposição por longo período dessa substância.
Além disso, os dermatologistas já diagnosticaram dermatites em razão do uso contínuo, seja pela irritação direta na pele ou decorrente da destruição da flora de defesa da pele. Um estudo realizado na Suécia em 2006, detectou concentrações mais altas de Triclosan no leite materno de mulheres que utilizaram sabonete, desodorante e creme dental que continham essa substância.
É interessante referir, ainda, que o FDA (sigla de Food and Drug Administration, um órgão do governo dos Estados Unidos que tem a função de controlar os alimentos e medicamentos, através de diversos testes e pesquisas) já relatou que não há qualquer evidência de que o uso de Triclosan cause qualquer benefício à saúde superior ao uso apenas de água e sabão...
Pois bem, está evidente que o Triclosan apresenta mais riscos e danos do que benefícios e que água e sabão são tão eficiente quanto. Então, porque utilizar essa substância que nosso organismo absorve e acumula ao ponto de estar presente até no leite materno?
Assim sendo, novamente pergunto, se há dúvidas sobre o potencial nocivo dessa substância, o correto não seria deixar de utilizá-la na composição dos desodorantes e antitranspirantes?
Por fim, vamos falar do polêmico alumínio, que vale citar, também é utilizado em algumas maquiagens.
Os derivados de alumínio (cloreto de alumínio, cloridrato de alumínio ou cloridróxido de alumínio) utilizados especialmente nos antitranspirantes, são utilizados para inibir a sudorese e atualmente, estão sendo utilizados, também, nos desodorantes.
E aqui devemos abrir um parêntese:
Nosso organismo PRECISA suar, pois é neste processo que liberamos toxinas, controlamos o PH e a temperatura do corpo. Assim, quando utilizamos um produto que impede o suor, essas toxinas permanecem no nosso corpo e, falando especificamente das mulheres, em uma região extremamente sensível que são as mamas.
Certo, alguém pode alardear que a maior parte das toxinas são eliminadas pelo fígado e rins, porém, ressalto que além de impedir o suor, esses derivados de alumínio penetram no nosso organismo e podem atuar como mimetizadores de estrogênio, ou seja, eles agem como estrogênio no organismo, sendo que em excesso, o estrogênio está ligado ao aparecimento de cancro nas células mamárias, o que pode levar ao câncer.
Depois dessas considerações, insisto na pergunta: se há uma suspeita de que os derivados de alumínio podem causar câncer, porque ainda fazem parte da composição dos desodorantes e antitranspirantes?
A indústria tem se defendido com o jargão de que não existem estudos científicos comprovando que o uso desses componentes seja nocivo à saúde.
Está bem. Entendi essa parte. Efetivamente não há qualquer estudo COMPROVANDO, mas existem SUSPEITAS, o que, por si só, já deveria afastar o uso dessas substâncias.
O raciocínio deveria ser: “como não temos certeza, não usaremos”, ao invés do “usaremos até ter certeza”.
Muito bem, se a sua vontade, neste momento, é de jogar no lixo o desodorante ou antitranspirante, não fique pensando que a partir de agora vai suar descontroladamente.
Existem opções saudáveis para controlar o suor.
Eu faço meu desodorante há muito tempo, receitinha básica e fácil.
Misturo 120ml de Leite de Magnésia, com 60ml de água filtrada, 3 colheres de sopa de óleo de coco palmiste e algumas gotas de óleo essencial de Gerânio.
Coloco em um frasco de spray e aplico conforme a necessidade e, como tenho um frasco pequeno também, posso carregar na bolsa.
Existem muitas receitas de desodorante na internet, só procurar e ir testando até encontrar aquela receita que fecha bem com você e suas necessidades.
Agora, se a decisão é por comprar um desodorante, prefira um que não contenha substâncias tóxicas e nem suspeitas em sua composição. 
O mercado de produtos orgânicos e naturais, esta sim preocupada com a saúde dos consumidores, tem se expandido bastante e já é possível encontrar muitas marcas de desodorantes sem parabenos, triclosan e alumínio na composição.

Cito algumas marcas, como por exemplo, a Cativa, Arte dos Aromas, Alva, Live Aloe, BioEssência e Laszlo.



O importante é deixar de usar essas substâncias até que se tenha CERTEZA e não existam mais DÚVIDAS e sinceramente, empresas que usam a desculpa de que só existem suspeitas ou que alegam que não existem estudos comprovando essas suspeitas não merecem o meu respeito e muito menos o meu dinheiro.
Essas empresas tradicionais estão jogando com a saúde dos consumidores, nos tratando como parte de um experimento. Se for comprovado que essas substâncias são nocivas, só então, tomarão providências e trocarão os componentes.
Como eu posso afirmar que a jogam com nossa saúde? Simples, olhando para o que já foi utilizado e depois proibido.
Começo citando o DDT (sigla de diclorodifeniltricloroetano), o primeiro pesticida moderno, usado largamente usado após a Segunda Guerra Mundial para o combate aos mosquitos vetores da malária e do tifo que se mostrou bastante eficiente a curto prazo, mas prejudicial à saúde humana a longo prazo, pois o DDT pode ocasionar câncer, sendo banido de vários países na década de 1970 (no Brasil somente a partir de 2009).

Outro exemplo são os PCBs (Bifenilos policlorados) produto totalmente sintético, sem qualquer fonte natural, utilizado a partir de 1922 para diversos fins, como fluídos dielétricos em transformadores, condensadores e óleos de corte, lubrificantes hidráulicos, tintas, adesivos, dentre outros e são grandes contaminadores do solo atingindo lençóis freáticos e, por conseqüência acabam por atingir lagos, rios e oceanos, contaminando a vida aquática. Em razão disso, os PCBs foram proibidos nos Estados Unidos em 1988 e, no Brasil, embora tenha sido proibida a fabricação e comercialização, foi permitido que os equipamentos já instalados continuem em funcionamento até sua substituição integral ou a troca do fluido dielétrico por produto isento de PCBs.
Evidente, portanto, que a postura da indústria tradicional é usar algo potencialmente nocivo até que se prove o contrário, sem qualquer postura preventiva. Para mim, só as suspeitas bastam para eu deixar de usar os desodorantes e antitranspirantes tradicionais e buscar um produto orgânico e natural, sejam os feitos por mim, sejam os produzidos por empresas conscientes e preocupadas com a produção de produtos saudáveis. É a minha saúde que está em jogo! Não quero e não vou fazer parte de um experimento da indústria tradicional que está focada no lucro. 


Para mim, só a suspeita basta!


Eu optei por não ser cobaia! 




Um comentário:

  1. Fui conferir meu "Banho-a-banho" e não tem parabenos, maaaaas contem triclosan e alimínio :( que triste porque é o único que conseguia usar sem me dar alergia!
    Mas que bom que nos sugeriu algumas opções!
    Ótimo alerta!!! Obrigada!

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