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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Destinos exóticos - Atacama parte 3

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Oi, Inspiretes!

Hoje vou seguir com meu relato sobre os passeios no deserto. Estou fazendo um dia por vez, pois diferente do que se pode pensar a princípio, o deserto tem muito para se ver! E, adicionamos isto à minha falta de habilidade em passar a mensagem com poucas palavras… (Eu nunca tive problemas com redações de 1000 palavras no colégio... rsrs)

Pois bem, no dia 08 nosso passeio começava às 9h da manhã, então tivemos tempo de tomar café no hotel. No dia anterior eu e a Tati já tínhamos ficado um pouco curiosas  com a apresentação de frutas do café, tinha uma fruta em especial que lembrava várias outras em aspecto e sabor, mas ao mesmo tempo diferente demais para ser uma fruta conhecida… Que fruta era aquela?

A apresentação à mesa não ajudava muito, era posta descascada e em fatias




O sabor lembra kiwi, mas é diferente. A textura também é parecida com kiwi, mas as sementes são maiores, o que me deu uma impressão de estar comendo goiaba. Ou seja, essa fruta me passou muitas impressões atravessadas, deu tilt no cérebro! No fim eu só sabia que estava comendo algo totalmente novo! Que divertido!

E eu sou dessas, se é diferente eu tento mesmo, não tem problema se a carinha é feia… Estômago não tem olhos e quase sempre a língua aprecia!

Portanto, estávamos eu e a Tati intrigadíssimas com essa fruta, então ela foi perguntar o que era.

É chamada de tuna na região. Essa informação não nos resolveu nada, então apelamos pro mestre dos magos, o Google. E, para nossa surpresa, o resultado foi esse:



Fruta de cacto! 

Vocês não têm ideia do como a gente ficou feliz em saber que estávamos comendo cacto! Afinal, se a ideia de viajar é se conectar e conhecer culturas novas, o que pode ser mais característico do deserto do que comer cacto? Nos sentimos exploradoras a lá Gustavo Le Paige!

Com esse sentimento no peito, nos dirigimos aos passeios do dia.

E a viagem já foi emocionante na estrada, pois é sempre lindo ver as vicunhas, mesmo que de longe e dentro da van.



Estávamos a caminho da cidade de Toconao, que é bem pequena e charmosa.

Nós ficamos apenas na praça de armas que, como de costume, tem uma igreja.

Achei visualmente poluída por dentro


Sem contar que estava tocando uma música nos auto falantes de fora, outra música nos auto falantes de dentro e o presépio também tinha uma canção própria... Confuso.

A praça em si é lindíssima, arborizada e muito bem cuidada.





Uma diferença desta praça para a praça de San Pedro de Atacama é que esta tem uma torre de observação. Nós não podíamos subir, pois a exemplo das três Marias do Vale da lua… é melhor prevenir que remediar.



Todavia, ficamos felizes em observar por fora mesmo. Até porque esta torre possui uma peculiaridade que me pegou de surpresa. Uma porta feita de madeira de cacto. Você sabia que era possível extrair madeira de cacto? Eu não tinha ideia! E olha como é bonita!




Fiquei pensando no quanto essa porta vale… Um cacto cresce 1cm por ano e essa porta tinha pelo menos 1 metro e meio. É uma valor que não se me em moedas, mas em centenas de anos… Não tem preço!

Em volta da praça havia lojas de artesanato, tudo muito colorido, como é costumeiro do povo local.



Nessas lojinhas era preciso pagar o equivalente a R$2,50 para usar o banheiro, caso necessário.

Seguimos adiante para o Salar de Atacama.


Este é um local de observação dos flamingos!




Nesse local é comum de ver 3 espécies de flamingos e um passarinho menorzinho que vocês podem ver no vídeo acima. A espécie de flamingo do vídeo é o Chileno, que tem a cauda rosada. Há também o Andino, que tem a cauda negra e o James, que é bem menor que os demais e não estava presente no dia. Já este passarinho pequenininho é chamado de praieiro, porque ele viaja muito! Esse danadinho é mais viajado que muita gente, pois ele conhece o litoral de todas as américas!

Uma outra curiosidade desse lugar é a cadeia alimentar. Nós não vimos muitos animais, mas a cadeia é grande! A começar pelos mosquitos… Apesar de que esses a gente viu, sentiu, matou… SEM OR como tinha mosquito! 
Esses mosquitos servem de alimento para pequenos animais, como lagartos.

Mas, a base alimentar mais importante é o camarão que se reproduz nas águas salgadas do salar. Servem de alimento para os pássaros. Como não é possível ver os camarões em seu habitat, porque a água é escura, a administração do local providenciou um aquário:



Aqui o que achei muito interessante são esses camarões que têm um pontinho preto na barriga. São camarões fêmeas e estão prenhas! A parte curiosa é que elas ficam muito pesadas e não conseguem nadar direito, por isso são respectivos “maridos” ficam carregando elas para lá e para cá. Não é um amor?

Saindo do salar fomos às lagoas altiplanicas. Pensem em um frio muito estranho. Na verdade não estava frio, o problema era o vento que parecia cortar de tão gelado. Mas, quando parava de ventar estava razoavelmente quente. Quase como andar de moto.

Agora, esqueça o frio, é mero detalhe perto de tanta beleza.





As fotos não fazem justiça. Eu fiquei o tempo todo imaginando como é que eu ia fazer pra registrar o que estava sentido, não é só bonito, é transcendente... Divino!

Depois disso voltando para San Pedro de Atacama e paramos no marco do Trópico de Capricórnio. 



Nesse local a estrada parece não ter fim.



E… olhando essa estrada… Me diz se essa foto não é obrigatória? Hehe



Chegamos na cidade perto do horário do almoço, comemos, dormimos e aproveitamos um pouco a piscina do hotel. Nesse dia a altitude foi de 4.200 metros, e ficamos mais cansados do que gostaríamos de admitir… O sedentarismo pega de jeito!

Confira as outras partes deste diário nos links abaixo:

Parte 1
Parte 2
Parte 4
Parte 5

E eu volto semana que vem com mais!

Bjokas e até lá!



2 comentários:

  1. Que aventura deliciosa! Que paisagens lindas! Me deu muita vontade de conhecer!

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  2. Sem comentários para essa viagem maravilhosa!!!
    E obrigada por compartilhar o encanto deste lugar

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