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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Emirados Árabes: A simulação de emergência e Abu Dhabi

às
Olá inspiretes! Bora continuar essa viagem comigo?

Era dia 18/02, ainda nosso dia de embarque no cruzeiro. Depois de uma visita ao The Dubai Mall, voltamos para o navio. Quando chegamos na cabine havia muita informação ali. A primeira delas era este folheto: (clique para ampliar)






Todos os dias um desse era colocado embaixo da nossa porta (ou sobre a cama depois da arrumação). Infelizmente, sempre em espanhol. Para nós o inglês é mais fácil que o espanhol, mas enfim. Todos os dias tínhamos ali informações sobre o dia seguinte: qual seria o roteiro, horário de atracar e partir, destino, instruções de desembarque, cronograma de atividades no navio, festas, horário de funcionamento dos restaurantes e bares. Tornou-se um hábito chegar e ver quais eram as informações sobre o dia seguinte, até para organizar nosso cronograma dia após dia.

Neste primeiro dia havia uma instrução bem importante: todos que embarcaram naquele dia deveriam participar da simulação de emergência que aconteceria entre o primeiro e segundo turno do jantar. Esse treinamento serve para você saber onde fica o seu colete salva vidas dentro da cabine, onde é o seu ponto de encontro, que varia de acordo com a localização da sua cabine, e como colocar e utilizar o colete. É obrigatório realizar no dia de embarque: eles registram o seu cartão da cabine quando você chega no local. Se você perder o treinamento neste dia você precisa fazê-lo assim que te localizem, com possibilidade até de te barrarem no dia seguinte ao entrar no navio (eles falam isso, não sei até que ponto realmente fazem).

Tomamos um banho e relaxamos até o momento do treinamento, já que a nossa janta seria logo depois dele. Duas coisas sobre a simulação nos chamou a atenção: 

1) um sub-comandante (assim apresentado) fez as chamadas e a apresentação dos procedimentos de segurança pelo alto-falante, e ele falava cada uma das frases em SEIS línguas. Só em russo que entrava um outro cara falando. Mas gente, SEIS línguas é muita coisa. E eu achei peculiar como ele não tinha nenhum sotaque no português e no inglês, línguas que eu conhecia. Mais tarde descobrimos que ele era brasileiro, quando prestamos atenção na sua apresentação em outra ocasião. Achamos aquilo fantástico. Dominar 6 línguas, e ele não estava apenas lendo informações. Ele falava com clareza e entonação que cada informação precisava, muito diferente de comissários de bordo em vôos internacionais por exemplo. No decorrer do cruzeiro ele fez outros avisos, sempre com um tom simpático nas palavras, coisa que só quem domina o idioma consegue fazer.

2) O rapaz passa a instruções em SEIS línguas, e ainda sim tinha gente que não prestava atenção. Antes do treinamento começar, ele falou diversas vezes que não era necessário vestir o colete, apenas leva-lo consigo para o ponto de encontro. E no início da instrução ele falou isso mais umas duas vezes pelo menos. Em SEIS línguas. Adivinha o que aconteceu quando a gente chegou ao local do encontro? Quase todos ali estavam com o colete vestido. Foi muito divertido observar o comportamento humano neste momento: conhece o chamado efeito manada? Sim, ele existe realmente! Muita gente que chegava com o colete embaixo do braço, ao ver a maioria com o colete no corpo acabava vestindo também. Mesmo logo depois do rapaz repetir mais uma vez, em SEIS línguas, que não precisava vestir tinha gente que via outros vestindo e vestia também. Foi bem engraçado. Não dá para entender se as pessoas não prestam atenção no que estava sendo falado ou se parecer diferente dos demais coloca tanto assim em dúvida sobre o que a pessoa ouviu, se ouviu corretamente. Demos algumas risadas.

E sim, essa parte todo mundo lembrou do Titanic, não tem como não lembrar. Era a referência de cruzeiro que a gente tinha até então! =D 

Ao fim do treinamento, voltamos para a cabine guardar os coletes e fomos jantar: eu estava particularmente ansiosa pela parte da comida!!! Hahahahahaha, mas isso eu vou deixar para o próximo post, onde vamos falar mais do navio em si.

Quando terminamos a janta o navio estava partindo. Aqui entra a pergunta que muita gente me fez: Mas e com é quando o navio anda? Sente enjoo? Passou mal? Dá tontura?

A hora que ele começou a se mexer pela primeira vez nós estávamos caminhando numa parte do navio que é interna, não dava para ver a paisagem ou o porto se movendo. Então a sensação que eu tive foi parecida daquela quando a gente bebe sentado por algum tempo e depois tenta levantar: parecia eu o chão estava se mexendo sob meus pés. Acontecia aquela sensação de “faltar o chão”. Achei que ia ficar tonta, e pedi para ir para a cabine deitar. Estava tão cansada que eu dormi assim que deitei na cama. Foi uma noite absurdamente tranquila, e a primeira que dormi mais que 4 horas em dias... Mesmo nos demais dias navegando não dava para sentir nadinha. Não balançava. Só notávamos de fato movimento na partida e na chegada aos portos, devido as manobras balançava um pouco. Mas nada que desse tempo de passar mal.

Quando acordamos já estávamos atracados em Abu Dhabi!


O trajeto entre Dubai e Abu Dhabi era curto, levou menos que a noite de sono.

Tomamos o café e desembarcamos, apenas com o cartão do navio já que o nosso passaporte continuava com a MSC. Ao chegar ao terminal de passageiros nos entregaram um cartão, era como se fosse o nosso “visto” para estar em terra naquele dia. Aproveitamos mais uma vez o wi-fi do terminal de passageiros que era gratuito para dar notícias para a família.



Abu Dhabi é o maior dos 7 Emirados, e o nome que você mais vai ouvir lá é o do Sheikh Zayed. Ele foi o cara que viu no petróleo a oportunidade de ganhar dinheiro E construir um lugar fantástico. Em 2 de dezembro de 1971 os Emirados Árabes foram oficialmente estabelecidos. O Sheikh Zayed foi o primeiro presidente e o Sheikh Rashid (de Dubai) o primeiro vice-presidente. Esses caras em seus Emirados são tipo ídolos! Ou seus descendentes... Tem foto deles pelos lugares, e muitos lugares importantes levam o nome deles.


No emirado de Abu Dhabi visitamos Abu Dhabi City e mais tarde Sir Ban Yas Island.

Encontramos o ponto do BigBus e embarcamos. Na saída o porto o ônibus nos levou até o shopping que seria o nosso ponto de trocar pelo ônibus que faria a linha de fato. Logo ao entrar no ônibus pegamos um folder que tem o mapa e as informações de diversas atrações disponíveis em Abu Dhabi. Por comprar o BigBus muita coisa ali pode ser feita de graça. É importante verificar na hora da compra o que está incluso e o que é de seu desejo aproveitar. Eles também tem um app muito funcional com o mapa, mas é preciso ter internet para acessar, ele não salva os mapas offline.




Neste dia nós percorremos mais de 150km de ônibus. Foi um dia longo e cansativo para fazer um overview da cidade. Foi neste dia também que passamos MUITO frio. Descemos apenas em dois pontos do trajeto, um porque queríamos um mercado e o segundo porque consideramos ser o principal ponto turístico da cidade. Acho que acertamos nas escolhas!



Nós começamos o passei pela linha vermelha, que é a que passa pela região mais central de Abu Dhabi e mais próxima do porto. A linha verde passa mais próximo do aeroporto e faz a parte da Yas Island. O shuttle inicial no pegou no porto e nos deixou no ponto 11: World Trade Center Abu Dhabi. E era ali também que no fim do dia deveríamos pegar o shuttle de volta para o navio. Tínhamos uma tabela de horários do shuttle e o último partia dali as 20h.


O porto no topo da imagem, e o ponto 11 que seria o nosso local para o shuttle.

Esses prédios parecidos são o World Trade Center, um é mais alto 
que o outro. E dá para ver uma mesquita ali no canto direito.

Ali existia uma espécie de shopping na parte de baixo e nos prédios são salas comerciais de empresas. Como nossa troca aqui foi muito rápida não chegamos a entrar. Partindo dali, decidimos que desceríamos no Marina Mall. O que vimos pelo caminho:

Outra vista da mesma mesquita, Kawthar Mosque.

Eles gostam de construir shoppings, esse é o Fotouh Al Khair Centre.


Nem todo prédio bonito e diferentão abriga algo em especial: 
Esse da direita é parte comercial e parte residencial apenas,
 o The Landmark Tower. Mas é bem bonito, né não?

Todas são tão bonitas, mesmo as menores... Essa é a Sawari Mosque.

Pelo caminho, sempre muitos jardins! Todo esse paisagismo utiliza 
irrigação para manter as plantas vivas inclusive no verão de 50ºC. 
Toda a água utilizada vem do mar, são diversas usinas de 
dessalinização para consumo humano e outros fins como este.

Vários desses, lindos... No deserto... =O 

Chegando no Marina Mall: bem a direita tem uma marina de barcos mesmo;
indo para a direita na foto tem mais uma obra monstruosa dentre as
diversas da cidade, um hotel se não me engano; no centro a Marina Eye,
uma imitação bem miniatura da London Eye; a esquerda a Sky Tower do 
Marina Mall, há mais uma na cidade!

The Marina Mall.

Cuidado para não enroscar sua abaya! =D

Carrefour é para os turistas nos Emirados como o Walmart é para os turistas nos EUA.

Morangos a 30 dihams o kg, equivalente a R$ 27 aprox. Carinho né?

Me senti no estoque do Aliexpress neste momento.
Tenho uma bata igualzinha, comprada há anos
 atrás na China. Ri muito disso!

Depois de andar pelo mercado e fazer algumas comprinhas, tinhamos algum tempo até o proximo ônibus para continuar o passeio. Resolvemos então subir a Sky Tower, já que era gratuito! Algumas fotos lá de cima:


Mesmo lá do alto, tudo parece muito grandioso.


Vídeo da descida da torre, quase esqueci que eu estava num 
elevador (morro de medo de elevador).

Depois de mais algumas fotos enquanto esperávamos o ônibus, embarcamos e continuamos o roteiro em direção a mesquita mais famosa da região:

Marina Eye

Onde você olha tem um amontoado de prédios bonitos!

Entrada do Hotel Emirates Palace

Bab Al Qasr Hotel, esse acabamento em cobre é fabuloso.


Mais alguns diversos prédios do caminho. Etihad Towers. 
Acho que arquitetos ficam malucos nesse lugar!

Sim, tem uma passarela entre as duas torres deste prédio. Com a quantidade de vento que eu vi, fora o degrau de temperatura no decorrer do dias, os engenheiros aqui são bons pra caramba!


Capital Gate, o prédio mais inclinado do mundo. Tem um programa 
da Discovery sobre ele, mostrando inclusive como essa parte lateral veio 
depois no projeto, necessário para sustentar o edifício...

Finalmente chegamos na mesquita. E não era nem metade do passeio ainda! 


A primeira visualizada a gente nunca esquece.


Fotos nunca parecem expressar a grandiosidade da coisa. Sheikh Zayed Grand Mosque.

Mulheres com roupas inapropriadas ou sem lenço emprestavam essa roupa ali para poder entrar.

Um lugar bonito, muita sensação de paz.

Os entalhes em pedra são absurdamente impressionantes. 
Não sei se o que é dourado é ouro, não sei quais são as pedras utilizadas 
aqui. Mas sem dúvida é tudo MUITO grandioso.


Não podia entrar neste pátio central, por isso esse moço sentidinho aí na minha foto. 
Era o segurança..


Esse é um tour dentro da mesquita Sheikh Zayed...

Muita coisa para olhar, muitos detalhes para observar.

Aí vai uma curiosidade: A mesquita custou R$ 1,5 bi para ser construída. Tem muito mármore, tem ouro 24 quilates, tem cristais. Levou 10 anos para ser construída. Os mosaicos são italianos, e o tapete persa levou um ano para ser feito, por 1200 mulheres iranianas. Parece muito demais né? Mas você sabe quanto custou a reforma do Maracanã? R$ 1,2bi. E foi só uma reforma. Não teve mármore, nem ouro, nem nada. Absurdo né?


Só mais uma!!!

Saindo da mesquita, pegamos o ônibus da linha verde agora. Este faz a parte da Yas Island. E esse foi o momento em que começamos a sentir frio pra cauaca!

"Mas Carou, como assim frio em Abu Dhabi?"

Sim, frio. Muito frio. Um vento de cortar as bochechas! Era umas 16h e no app do celular marcava 18ºC e caindo, sem contar a sensação térmica. Na parte de cima do ônibus então... Congelamos!

Na Yas Island é onde fica o autódromo Yas Marina Circuit e o Ferrari World Abu Dhabi. Tenho que tomar cuidado com o que eu escrevo nessa parte, porque isso aqui mexe comigo. =D Tenho um passado de vício com Fórmula 1.


Quando a construção é feita para se destacar no deserto!

No caminho, mas construções diferentonas!


Não sei o que era, mas parecia um farol de fusca! =D

Essa área é próximo do aeroporto de Abu Dhabi, e na ilha tem todo um complexo de hotéis, dos caros até os absurdamente caros (porque barato aqui não rola...).


Alguns dos hotéis mais "baratinhos", da rede Radisson.

Até que chegamos no autótromo!


Me emocionei tirando foto da zebra!

Eu fiquei em choque neste momento. Queria descer, queria olhar, queria pilotar um
carro ali, queria ver uma corrida da F1. Sentimentos afloraram de tal 
forma que nem eu sei explicar.


Passando na frente do autódromo, e logo do lado fica o Ferrari World Abu Dhabi, 
o maior acervo da Ferrari fora da Itália. Essa montanha russa é a  Flying Aces,
tem o looping mais longo do mundo.


Mais um pouco da entrada do Ferrari World e a Formula Rossa, a montanha russa mais rápida do mundo. Depois passamos par uma parte do autódromo!

É um design absurdo!

E ainda para fechar, mais um shopping. Esse parecia bem vazio e ainda
mais caro que os outros já visitados =D

Abu Dhabi é o lugar que eu mais quero voltar. Quero MUITO ir ao parque da Ferrari, quero ir ao Yas Marina Circuit correr, ou assistir uma corrida. São coisas que eu quero fazer, na ocasião eu não tinha o direito de impor essa vontade que era só minha. Conversamos com um casal que foi no parque da Ferrari, e eles falaram que foi muito corrido, foram apenas em alguns brinquedos principais e que não conseguiram aproveitar o valor do ingresso como deveriam.

Chegamos no porto congelando, ainda utilizamos a internet mais um pouco e partimos para a nossa cabine. Não sei se você notaram mas eu não comentei em momento algum sobre comida. Foi porque simplesmente não comemos nada o dia todo. E não foi nada do tipo sacrifício. A gente esqueceu de comer mesmo! Nem sede tínhamos, apesar de que no BigBus tem garrafinhas de água a vontade.

3 comentários:

  1. Amei demais saber mais um pouco dessa viagem! Que fotos lindas! Que arquitetura fascinante e o que é a riqueza de detalhes na mesquita???? Achei show, também, a simulação no navio (não fazia ideia de que existia esse procedimento, mas faz todo o sentido). Esperando o próximo capitulo ^_~

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    1. Que bom Ane!
      Assim eu não desanimo, continuarei postando com zilhões de foto! =D
      =*

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  2. Adorei! É como estar contigo de fato revivendo essas memórias... e eu entendo bem o que quer dizer sobre as fotos não fazerem justiça, tão frustrante! Mas, em fim... ansiosa pelo próximo capítulo! =*

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