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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Por que estão atacando o óleo de coco?

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É o café? É o ovo? Não! O vilão da vez é o Óleo de Coco.

Dois fatos chamaram muito a atenção nesses últimos dias: um vídeo de um cabeleireiro dizendo que é “porquice” e preguiça usar óleo de coco no cabelo, referindo que não faz qualquer efeito nas madeixas e um comunicado da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) afirmando, dentre outras coisas, que o óleo de coco não tem propriedades antibacterianas.


Rapidamente surgiram várias matérias sobre o assunto, na Folha de São Paulo sob o título “Febre do momento, óleo de coco não traz benefícios e ainda pode fazer mal” (04/04/2017); na página da Revista Cláudia datada de 05/04/2017 (Óleo de coco não é benéfico e pode fazer mal à saúde); Diário do Nordeste, com data de 05/04/2017, com a chamada Óleo de coco pode aumentar colesterol e causar riscos cardiovasculares” e isso só citando os três primeiros resultados da pesquisa no Google para “óleo de coco”.
Considerando que vários alimentos são colocados e retirados da classificação de “vilão da vez” de forma cíclica, não consegui sequer ficar zangada com o conteúdo dessas matérias.
Café, ovo, leite, vinagre de maça, canela, leite desnatado e trigo (só para citar alguns) já foram condenados e absolvidos e sinceramente, essa inconstância nas informações sobre determinado produto ser considerado como nocivo para saúde, para um tempo depois se tornar saudável e passado alguns meses voltar a ser vilão, me faz questionar a veracidade dessas informações contraditórias.
O que me chama mais a atenção é que a mídia não alardeia o quanto faz mal comer alimentos industrializados, cheios de conservantes, corantes, sódio, açúcar, adoçantes, aromatizantes artificiais, texturizantes (e isso só para citar alguns...), mas tem a capacidade de afirmar que ingerir óleo de coco vai te fazer mal.
Ah e claro, (/mode irônico on) óleo de coco puro no cabelo e na pele não é recomendável, pois o ideal é usar sulfatos, silicones, derivados de petróleo e parabenos, estes sim, cuidam da sua saúde (/mode irônico off).
Mas voltando a falar do óleo de coco, seu uso cosmético contribui para a saúde do cabelo e da pele, podendo ser usado para umectação dos cabelos (adoro, faço toda semana ou no máximo a cada quinze dias), para potencializar a máscara de tratamento, para hidratar regiões mais secas do corpo, como cotovelos, joelhos e calcanhares, como demaquilante, para hidratar e nutrir a pele, inclusive dos lábios e cutículas, além de poder ser usado como antisséptico bucal. E só estou citando alguns usos dessa maravilha.
Não vou discorrer sobre as propriedades do óleo de coco, pois tanto quem defende como quem ataca, fundamenta seus argumentos com base em estudos científicos.
Fato é, quem usa, conhece e reconhece os benefícios. Agora vamos combinar, o cabelo ficar mega macio depois de uma noite com óleo de coco não é ilusão, é fato! Tanto é assim, que são muitos os depoimentos em grupos de redes sociais sobre isso e cito alguns dos que participo: Rotina Saudável, No e Low Poo Pele e Cabelo e Projeto Beleza Minimalista.
Por uma questão de lógica, se o óleo de coco não trouxesse benefícios, não existiriam tantos cosméticos com esse produto, certo? Pense sobre isso ^_~.
Quanto ao seu consumo, na versão extra virgem o óleo de coco tem alta concentração de ácido láurico, que estimula o sistema imunológico, possui propriedades antiinflamatórias e antibacterianas e contém vitamina E.
E olha que interessante, pesquisadoras da UFRJ publicam artigo que revela benefícios do óleo de coco (veja mais aqui), onde os estudos evidenciaram que os pacientes obtiveram diminuição do IMC, melhora no índice de adiposidade visceral, da pressão arterial diastólica, e dos triglicerídeos, como também VLDL. 
A pesquisa demonstrou o aumento do HDL - o bom colesterol -, como também a redução da circunferência abdominal e da massa corporal em pacientes cardiopatas e nos pós-operatório e tinha como propósito avaliar o efeito do tratamento nutricional associado ao consumo de coco extra virgem em parâmetros antropométricos e perfil lipídico, em adultos de ambos os sexos e possibilitar, assim, uma análise e a prevenção secundária em pacientes com doença arterial e coronariana.
Então porque esse posicionamento oficial da Associação Brasileira de Nutrologia a respeito da prescrição de óleo de coco (veja aqui)? 
Bom, a melhor explicação que eu encontrei foi a do Dr. Uronal Zancan, que literalmente “dissecou” o comunicado e explicou brilhantemente no vídeo abaixo:




Claro que como tudo na vida, o uso do óleo de coco deve ser moderado, seja como procedimento cosmético, seja como cuidados com a saúde.
Pelo conhecimento que adquiri através do tempo de uso do óleo de coco, bem como pelos depoimentos que já li/ouvi e estudos que procurei, eu só posso dizer que concluí que “difamar” o óleo de coco só faz parte do “modismo” de falar mal por um tempo de um produto natural.
Devemos ter muito cuidado com as informações veiculadas nas mídias, principalmente quando seu instinto alerta que algo não está certo.
Considere a fonte (investigue o site, o escritor), leia tudo com atenção (às vezes o título é escolhido só para fazer com que clique nele), procure outras fontes sobre o assunto e faça comparações.
Não podemos esquecer que muitas “pesquisas”, declarações e/ou matérias são literalmente encomendadas, buscando determinado resultado específico de interesse de uma empresa ou grupo empresarial.
Não se deixe influenciar! Se você usa óleo de coco e te faz bem, prossiga, mas sempre com cuidado e moderação e se tiver dúvidas, pesquise até que essas dúvidas desapareçam.


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@aneossanes
(ins)piradas

2 comentários:

  1. Eu acho engraçado, que produtos como shampoo, condicionador, máscara para cabelo entre outros, que são produtos manipulados em fábricas e que são químicos, porque muita das vezes o cabelo não fica um dos melhores sendo usado, e que não é um produto natural porque quando entra em contato com o olho, o olho arde dando sinal que o produto tem produtos químicos, eles dizem que não faz mal. Mas um produto 100% natural, dado pela natureza eles dão milhares de problema. Mas enfim, vamos ver o que vai dá. Parabéns, sucesso!!

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  2. Mídia sensacionalista... Aliás, tudo em excesso faz mal, ainda mais sem saber o que contém no produto.
    Valeeu amiga pelo esclarecimento!

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